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A 40 horas daqui…

9 set

Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte, é conhecida como a “Cidade do Sol” por ser uma das localidades com o maior número de dias de sol no Brasil, chegando a aproximadamente trezentos. Capital menos violenta do Brasil, com uma população de 806.203 habitantes, atrai aproximadamente 2 milhões de turistas ao ano por contar com muitas praias e belezas naturais.

Ok, essas informações são importantes e interessantes. Mas o que eu vim contar é o que acontece quando a cidade não conta mais com esse sol que brilha por quase todo o ano – a noite na capital potiguar.

Mesmo depois de 4o horas dentro de um ônibus (Sim, ônibus e Natal são duas palavras que não combinam, né?!) eu garanto que a cidade é muito mais do que suas praias lindas. Natal é sinônimo de diversidade! Diversidade musical, gastronômica, de belezas naturais e de pessoas.

Rastapé - a casa de forró mais famosa da Natal.

Por lá é possível aproveitar o melhor do forró nordestino em uma noite, ouvir os funks do “Furacão 2000” em outra, passar por um show de rock à la “Bon Jovi” em seguida, ouvir a maior cirandeira do Brasil fazer todo mundo sair do chão e até parar em uma boate que não deixa nada a desejar no quesito “tunz tunz”.

Na nossa segunda, e mais marcante, noite por lá já encontramos uma rua lotada de bares. Cada um com um estilo musical, decoração e pessoas diferentes. Passamos a noite intercalando o forró, o eletrônico, funk e até o famoso tecnobrega. Só ai já deu pra perceber o que a semana prometia.

Único ponto negativo que encontramos na noite de Natal: TUDO termina por volta das 3 horas da manhã. Com o bar cheio, ou vazio, eles fecham esse horário. Não perdem a simpatia na hora de te pedir educadamente para se retirar por que estão fechando, mas fecham! Param o som e avisam a todos que a noite acabou por ali. HEHEHE

Lia de Itamaracá - a maior cirandeira do Brasil.

Agora, coisas que descobri sobre Natal e você precisa saber:

– Em Natal é possível tocar até 8 ritmos diferentes numa mesma festa (eletronico, forró, arrocha, arroché, axé, funk, swingueira, pagodão).

– Os funks de lá são do furacão 2000 e não é sacanagem, esses são realmente os únicos e mais recentes funks que tocam por lá!

– Em Natal quem não sabe dançar forró é zuado a vida toda. Por isso o que mais tem são escolas de dança com placas: “aprenda a dançar forró em 1 mês!”. E isso se refere principalmente aos homens!

– Ah, e os homens em Natal rebolam mais do que as mulheres!

Mas seja no forró, seja na boate ou em qualquer lugar dessa cidade linda, o maior cartão de visitas dele são mesmo os natalenses. Não conheci até hoje nenhum lugar como esse! Um lugar em que as pessoas parecem se preocupar umas com as outras, que são educadas independente do ambiente em que você se encontra e que são simpáticas simplesmente pelo fato de ser simpáticas e não por algum interesse.

E acima de tudo, que não negam um sorriso a quem passa. 🙂

O bar eletrônico na famosa rua.

Nathalia Pompermaier
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